Trabalho remoto: a tendência que veio para ficar. Você está preparado?

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Os termos são variados: home office, trabalho remoto, teletrabalho ou trabalho flexível, e embora eles tenham algumas diferenças, sejam estruturais, ou mesmo na forma de contratação, basicamente significam o trabalho que é feito sem a necessidade de estar no espaço física da empresa.

Nos últimos anos, essas modalidades foram crescendo em todo o mundo, mas a chegada da pandemia da Covid-19 acelerou o processo que, como tudo, tem seus prós e contras.

O estudo Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade Redefinida e os Novos Negócios, do Infobase e Institute For Technology, Enterpreneurship and Culture, prevê crescimento de 30% no modelo home office no Brasil após a quarentena.

Trabalho remoto

Já a pesquisa Covid19-Home Office -Trabalho Remoto, realizada pela escola de negócios Fundação Dom Cabral, mostra que mais de 54% dos colaboradores têm a intenção de propor ao gestor a possibilidade de continuar no modelo trabalho remoto.

E como isso será reformulado ainda não se sabe exatamente, mas muitas empresas já repensam possibilidades de trabalho remoto definitivos para seus colaboradores, ou mesmo um misto de: dias na empresa, dias em casa.

A verdade é que cada segmento, ou empresa, terá que descobrir sua melhor receita.

É uma mudança de cultura, de comportamento, de normas trabalhistas que, a princípio, podem assustar um pouco, mas nada que se compare ao que a chegada da Covid-19 tem representado, seja no ambiente corporativo, ou fora dele.

Uma pesquisa do Internacional Workplace Group aponta que, um quarto das empresas já tinha políticas claras de trabalho remoto.

Ainda assim, a aceleração obrigatória de viver essa nova realidade causou uma série de situações desagradáveis relatadas pelos trabalhadores, entre elas estão: distração, problemas relacionados à tecnologia e isolamento social dos colegas de trabalho.

E mais, é comum relatos de se trabalhar muito mais estando em casa, do que indo até a empresa, e isso não quer dizer ser mais produtivo.

Flexibilidade

Em contrapartida, aparecem os pontos positivos da nova realidade, como não perder tempo com o deslocamento, principalmente em grandes centros urbanos, o que garante mais tempo de sono, por exemplo.

Estar mais próximo da rotina familiar. Poder vestir uma roupa mais casual e, em alguns casos, ter mais flexibilidade para cumprir as metas.

Um estudo realizado pelo National Bureau of Economic Research revelou que 37% dos empregos nos Estados Unidos podem ser realizados em casa.

Isso representa 46% de todos os salários. Mas também se evidenciou que uma quantidade muito menor de ocupações, com salários mais baixos, podem seguir a mesma linha.

A verdade é que, aliando os avanços tecnológicos com o comprometimento profissional, é possível exercer bem o seu trabalho, independente de onde se esteja.

Novo Modelo

De modo geral, é possível definir que no home office a empresa oferece ao colaborador condições para que ele possa trabalhar em casa.

Ou seja, desde equipamentos até uma verba para a internet ou algum outro serviço que precisará ser contratado. Aqui também entraria o controle da carga horária e, até mesmo, a possibilidade do pagamento de hora extra, ou banco de horas.

É fundamental que tudo isso conste em contrato, seja para ciência do trabalhador ou para a segurança da empresa.

No trabalho remoto a pessoa é como um prestador de serviços, podendo trabalhar de qualquer lugar, seja da sua própria casa, um escritório particular, uma padaria, ou até mesmo outra cidade, ou país.

Neste caso é preciso que as partes façam um acordo, que pode envolver desde a jornada, até o cumprimento de metas, com a possibilidade de oferecer uma estrutura para o desenvolvimento da função.

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas, feita em julho, aponta que cerca de 90% das empresas brasileiras alteraram seu modo de operar em razão da pandemia. O home office foi opção em mais de 80%, quando se fala em funções administrativas. E, mais de 50% delas devem incorporar o novo modelo de forma definitiva.

Junto a esse desafio de entender como deverão funcionar as novas contratações, ou mesmo adequá-las, as empresas precisam pensar na segurança digital, ao ter parte da equipe trabalhando fora da sua estrutura física.

Equilíbrio

Para que o trabalho longe do ambiente corporativo funcione de maneira produtiva e saudável, é preciso colocar limites, manter o equilíbrio e saber separar a vida profissional e pessoal.

Uma pesquisa do LinkedIn Brasil sobre o impacto do home office na saúde mental em tempos de quarentena, que avaliou duas mil pessoas em abril, constatou que elas estavam mais estressadas (62%) do que antes do distanciamento social.

E mais: somente 33% dos brasileiros que fazem home office se sentem mais produtivos e criativos; 35% relataram dificuldade de concentração; e 33% tiveram o sono abalado.

Sim, é um novo momento, de incertezas, inconstância e medo, mas é preciso aprender a lidar com ele.

Existe o receio de se contaminar pela Covid-19, mas também de perder o emprego e afetar o sustento de toda uma família.

Ah, o WhatsApp

A questão é que, estando em casa, as pessoas se sentem pressionadas a olhar as mensagens do trabalho no WhatsApp, ou e-mail, da hora que acordam até irem dormir, todos os dias da semana. Isso leva a um desgaste mental enorme, além de afetar também as relações familiares.

Para quem foi forçado a mudar a rotina, ou mesmo os que já viviam dessa forma descontrolada antes da pandemia, a dica é: pense em uma rotina de trabalho.

Se seguia um horário no escritório, leve ele para sua nova realidade. Se já trabalhava em casa, ou de qualquer outro lugar, crie uma rotina de horários para o trabalho, descanso, atividades em família e outros compromissos do cotidiano.  Seu corpo e sua mente vão agradecer, e você se tornará muito mais produtivo.

Um estudo feito pela Universidade de Illinois incentiva as pessoas a definirem limites em suas vidas profissionais. Poder trabalhar em qualquer lugar não significa ser mais produtivo.

Os celulares conectados o tempo todo aumentam o estresse e, em alguns casos, podem causar transtornos patológicos, levando as pessoas a temerem o trabalho. Cuidado.

 

 

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